quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Kardec e os Espíritos

Kardec e os Espíritos

Em 1855, Hippolyte Léon Denizard Rivail, professor francês de aritmética, pesquisador de astronomia e magnetismo, foi convidado por um amigo seu a ver de perto estas manifestações que ocorriam nos salões da capital francesa. Rivail era discípulo de Pestalozzi, chamado de pai da pedagogia moderna, e casado com Amélie Gabrielle Boudet. Nascido em 03 de outubro de 1804, na cidade de Lyon, já ouvira sobre o assunto das mesas girantes e não entendia bem o que estava acontecendo. Homem criterioso, Rivail não se deixava levar por modismos e como estudioso do magnetismo humano acreditava que todos os acontecidos poderiam estar ligados à ação das próprias pessoas envolvidas, e não de uma possível intervenção espiritual.O professor então participou de algumas sessões, e algo começou a intrigá-lo. Percebeu que muitas das respostas emitidas através daqueles objetos inanimados fugiam do conhecimento cultural e social dos que faziam parte do "espetáculo". Como os móveis, por si só, não poderiam mover-se, fatalmente havia algum tipo de inteligência invisível atuando sobre os mesmos, e respondendo aos questionamentos dos presentes.Rivail presenciava a afirmação daqueles que se manifestavam, dizendo-se almas dos homens que viveram sobre a Terra. Foi então, que uma das mensagens foi dirigida ao professor. Um ser invisível disse-lhe ser um Espírito chamado Verdade e que ele, Rivail, tinha uma missão a desenvolver, que seria a codificação de uma nova doutrina .Atento aos dizeres do Espírito, e depois de muitos questionamentos à entidade, pois não era homem de impressionar-se com elogios, resolveu aceitar a tarefa que lhe fora incumbida. O Espírito de Verdade disse-lhe ser de uma falange de Espíritos superiores que vinha até aos homens cumprir a promessa de Jesus, no Evangelho de João, capítulo XIV; versículos 15 a 26: "E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conhecereis, porque habita convosco e estará em vós... Mas, aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito".Através dos Espíritos, Rivail descobriu que em uma de suas encarnações anteriores foi um sacerdote druida, de nome Allan Kardec. Foi então que resolveu adotar este pseudônimo durante a codificação da nova doutrina, que viria a se chamar Doutrina Espírita ou Espiritismo. Kardec assim procedeu para que as pessoas, ao tomarem conhecimento dos novos ensinamentos espirituais, não os aceitassem por ser ele, um conhecido educador, quem estivesse divulgando. Mas sim, que todos os que tivessem contato com a boa nova a aceitassem pelo seu teor racional e sua metodologia objetiva, independente de quem a divulgasse ou a apoiasse.
A Codificação
A partir daí foram 14 anos de organização da Doutrina Espírita. No início, para receber dos Espíritos as respostas sobre os objetivos de suas comunicações e os novos ensinamentos, Kardec utilizou um novo mecanismo, a chamada cesta-pião: um tipo de cesta que tinha em seu centro um lápis. Nas bordas das cestas, os médiuns, pessoas com capacidade de receber mais ostensivamente a influência dos Espíritos, colocavam suas mãos, e através de movimentos involuntários, as frases-respostas iam se formando. Julie e Caroline Baudin, duas adolescentes de 14 e 16 anos respectivamente, foram as médiuns mais utilizadas por Kardec no início. Com o decorrer do tempo, a cesta-pião foi dando lugar à utilização das próprias mãos dos médiuns, fenômeno que ficou conhecido como psicografia.Todas as perguntas e respostas feitas por Kardec aos Espíritos eram revisadas e analisadas várias vezes, dentro do bom senso necessário para tal. As mesmas perguntas respondidas pelos Espíritos através das médiuns eram submetidas a outros médiuns, em várias partes da Europa e América. Assim, o codificador viajou por cerca de 20 cidades. Isso para que as colocações dos Espíritos tivessem a credibilidade necessária, pois estes médiuns não mantinham contato entre eles, somente com Kardec.Este controle rígido de tudo o que vinha de informações do mundo espiritual ficou conhecido por "Controle Universal dos Espíritos". Disto, estabeleceu-se dentro da Doutrina Espírita que qualquer informação vinda do plano espiritual só terá validade para o Espiritismo se for constatada em vários lugares, através de diversos médiuns, que não mantenham contato entre si. Fora isso, toda comunicação espiritual será uma opinião particular do Espírito comunicante.Com todo um esquema coerentemente montado, Allan Kardec preparou o lançamento das cinco Obras Básicas da Doutrina Espírita, a Codificação, tendo início em 1857 com o lançamento de "O Livro dos Espíritos". Estes livros contêm toda a teoria e prática da doutrina, os princípios básicos e as orientações dos Espíritos sobre o mundo espiritual e sua constante influenciação sobre o mundo material.Durante a codificação, Kardec lançou um periódico mensal chamado "Revista Espírita", em 1858. Nele, comentava notícias, fenômenos mediúnicos e informava aos adeptos da nova doutrina o crescimento da mesma e sua divulgação. Servia várias vezes como fórum de debates doutrinários, entre partidários e contrários ao Espiritismo. A Revista Espírita foi a semente da imprensa doutrinária.No mesmo ano, Kardec viria a fundar a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Constituída legalmente, a entidade passou a ser a sociedade central do Espiritismo, local de estudos e incentivadora da formação de novos grupos.
Allan Kardec desencarnou em 31 de março de 1869, aos 65 anos, vítima de um aneurisma. Sua persistência e estudo constantes foram essenciais para a elaboração do movimento espírita e organização dos ensinos do Espírito de Verdade.

Mensagem





quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Perfeição. Ela existe ?

"Você sabia que é permitido errar, meu filho? Pois é, você pode perder o controle da situação de vez em quando, como também é natural que você não cumpra todos os prazos estabelecidos ou os compromissos assumidos. Por definição, isso é ser humano. Errar a direção, brigar vez por outra ou simplesmente não ser "certinho" o tempo todo, pretendendo agradar a tudo e a todos, são características que reforçam sua humandade, meu fiho."

Que sábias palavras não é mesmo ?? Elas são parte de um livro que li e que por vezes pego para reciclar. O autor? um Preto Velho.
É isso mesmo para quem ainda tem preconceitos, um Preto Velho... cheio de sabedoria.
E olha que passamos a nossa vida cometendo esses erros de que ele fala. Nos cobramos tanto como se fossemos perfeitos, e pior de tudo nos punindo cada vez que colocamos nossas metas além daquilo que poderemos executar. E para que? por quê? ou para quem? Agradar aos outros para ser aceito, para ser amado ? E na maioria das vezes nem nos amando o suficiente para respeitar os nossos limites.
Precisamos sim nos conhecer, saber até onde podemos ir, até onde conseguimos ir. E se quisermos tentar esticar nosso limite e não conseguirmos, não faz mal... Tentamos.
Já temos nosso mérito por ter tentado, por ter acreditado em nós.

Livro: Alforria - Libertação do cativeiro da alma
Autor: Robson Pinheiro pelo espírito Pai João de Aruanda
Editora: Casa dos espíritos

Como me falta !!!
Às vezes não acredito, questiono, e por que não ??Aí vem o fato e me desmente em toda a minha certeza de que Deus não existia.
Pensei que Ele tinha me abandonado. E nem a mim, mulher de pouca fé Ele deixa pra trás.
Sei lá como Ele não se cansa de mim.
E quando eu penso que nada tem jeito, eis que Ele faz sua aparição e arruma tudo prá mim.
Será que um dia eu aprendo a confiar ???

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mente desocupada é seara do demônio

Pois é, se ocupamos a mente demais, dizem que não sabemos relaxar e aproveitar o momento, se deixamos ela desocupada acaba se ocupando com coisas que não deveria.

Como manter a nossa mente trabalhando pelo nosso bem?
A minha está sempre me boicotando, insiste em me dizer que não vou conseguir, que não vai dar, que não posso....


Ops, ela não né? eu estou produzindo meus pensamentos, eu estou me boicontando. Nossa! E quantos irmãos se aproximam, adorando a minha produção de energia de péssima qualidade? Vários, muitos que se aproveitam de minhas fraquezas, meus medos, minhas incertezas. Coisas que tenho guardado na minha memória, das minhas vidas, dos meus passados.


Sabe aqueles medos que não sabemos de onde vem, onde começam, pois não tem uma razão real para existir? Pois é, estão registrados em nossas tantas vidas.

Algum disparador faz com que brotem , e tomem conta de nossos pensamentos, produzindo mais e mais energia a nossa volta, mais insegurança, mais travas que nos impedem de evoluir. Ah! se tivéssemos a condição de percebê-los e cortá-los antes de brotarem e crescerem em nossa seara.

Pensamentos fúteis que nos fazem retroceder quando nosso caminho já esta sendo trilhado.

A seara que plantamos em nossa mente acaba por não conseguir crescer e se desenvolver em nosso beneficio, porque estamos sempre alimentando esses pensamentos que nos destroem, e pior é que tudo começa em nós mesmos, e além de de termos que lidar com a situação criada ainda temos que assumir a responsabilidade que é nossa.

Se pudéssemos usar um regador de energias positivas e derramarmos sobre nossa cabeça só esses pensamentos bons, que bênção seria, que ótima plantação se teria na mente.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sugestão de Livro

Estou relendo um livro que me trouxe uma lição sobre um assunto que eu acreditava dominar.
O quanto estamos despreparados para a morte, e o quanto somos responsáveis por ela, quando se refere a nós mesmos.
A uma certa altura do livro um personagem desencarnado em um acidente, questiona com o espírito que o esta auxiliando sobre a sua morte, alegando que não estava preparado, nem que a tinha desejado ou a programado. Eis que o espírito responde que tudo está programado e que se ele não aproveitou sua existência para alterar alguma coisa e por merecimento mudar seu destino, ele desejou sim !
Isso fez com que eu me questionasse e pensasse um pouco sobre como tenho conduzido minha vida.
Ainda mais quando seguindo minha leitura percebo que o espírito, com certeza muito mais evoluído do que eu diz: "Só morre quem desiste de viver, seja por doença, acidente ou assassinato".
Isso até me chocou. Ai que ignorância a minha, achava que entendia tudo sobre a morte e a vida.
Pelas doenças até me é compreensível, afinal provocamos nossas doenças, mas e o restante???
Como somos irresponsáveis quando dirigimos de forma imprudente, quando frequentamos lugares perigosos, quando nos colocamos em risco.
Puxa..... Como somos responsáveis por nós... Muito mais do que eu imaginava e pregava.

Segue a sugestão do livro: Até que a vida nos separe - Leonel, pela psicografia de Mônica de Castro

Mensagem

Cliquem e assistam a este vídeo, realmente um dos mais bonitos que vi nos últimos tempos. Realidade.
Vivemos uma vida inteira e ainda não sabemos viver. Que complicado...
De certo mesmo, só que no futuro teremos que usar muito filtro solar.

http://www.youtube.com/watch?v=xfq_A8nXMsQ&feature=video_response